Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

CONCURSO "QUEM CONTA UM CONTO, ACRESCENTA UM PONTO"

CONCURSO "QUEM CONTA UM CONTO ACRESCENTA UM PONTO

 

A BRASILEIRA DE PRAZINS

 

  Camilo Castelo Branco

 

   (CONTO SELECCIONADO)

 

Continuação

 

(…) E devemos aprender com ela o suficiente para nunca cedermos à cobiça, à inveja e à ambição de enriquecer de forma desonesta. É só uma história, no fim de contas…mas não acaba aqui.

Apesar de toda a riqueza adquirida por causa do negócio com o casamento da sua filha Marta, Simeão acabou por nunca ser feliz. Viveu sempre numa grande mágoa e sentimento de culpa por ser ele o responsável pela infelicidade de Marta durante toda a sua vida. Esta, nunca recuperou e nunca o perdoou, pois o desgosto que sentiu por ser obrigada a esquecer o grande amor da sua vida e ter de se casar com o seu tio, acabou por contribuir para que se desinteressasse pela vida, adoecesse gravemente e acabasse por falecer. No entanto, antes de adoecer, teve um lindo filho chamado Jeremias. Era um rapaz muito inteligente, alto, bem composto e com grande coração.

Após a tragédia, Bento, o irmão de Simeão, acabou por voltar para o Brasil. Deixou o filho ao encargo de familiares próximos, sentindo-se completamente defraudado e culpabilizando o irmão por ter apostado num negócio que só lhe trouxe tristeza e amargura. Afinal, ele até gostava bastante de Marta, mas nunca conseguiu fazer com que esta fosse feliz e esquecesse o José Dias. A única coisa boa que saiu do seu casamento foi o filho de ambos, Jeremias, mas até ele, ao aperceber-se da malfadada história, assim que pôde, foi estudar para Coimbra e por lá acabou por viver e casar, já que era demasiado penoso relembrar a infelicidade em que vivera a sua mãe.

Com tudo isto, Simeão acabou os seus dias rico, mas completamente sozinho. Até a vizinhança, que testemunhou a sua avareza e que conheceu a história infeliz de Marta, acabou por se afastar.

Como único herdeiro de Simeão, Jeremias teve mais tarde de regressar à terra. Por essa altura, encontrou o padre Osório, o qual, após muita ponderação, decidiu entregar-lhe as cartas de amor que ainda tinha em sua posse. O filho de Marta ficou extremamente emocionado ao lê-las. Apesar de tudo, nunca se tinha apercebido da dimensão do amor que existira entre a sua mãe e o tal José Dias.

Jeremias não sabia muito bem o que fazer com aquela fortuna maldita que o seu avô lhe deixou, mas de uma coisa tinha a certeza: depois de ler aquelas cartas, teria de fazer algo em honra de sua mãe. Depois de lhe surgir uma ideia na memória, decidiu aconselhar-se junto do padre. Este prontificou-se imediatamente a ajudá-lo no que fosse preciso.

E assim foi. Com a ajuda do padre Osório decidiu erigir um memorial em nome de todos os amores contrariados e para que todos se lembrassem daquela história fatídica. Na verdade, ainda hoje, quando se passa por ali, é impossível não se reparar naquela bela escultura, que faz parte do roteiro turístico da região, como local de interesse. 

 

Dados da concorrente:

Nº: 13

 Ano/Turma: 6ºA

Nome: Mariana Monteiro Gaio

 

A Cidade vem à Serra

 

(continuando a história de: A Cidade e as Serras, de Eça de Queiroz)

 

A vida corria muito bem à família do meu Príncipe, Jacinto de Tormes, depois de ter abandonado a vida civilizada de Paris e de se ter tornado um agricultor de sucesso no Douro. Estava agora gordo e rosado, de músculos fortes e costas direitas. Nos seus olhos brilhava o orgulho de ter a quinta a produzir um belíssimo vinho verde, e a alegria de ver brincando na eira de granito os seus dois filhos, Teresinha e Jacintinho.

Eu, José Fernandes, seu amigo de toda a vida, sentia-me ainda mais feliz por ter a sua companhia perto da minha Quinta de Guiães e pensava já em projectos para o futuro, como a instalação de telefone entre as nossas casas e a organização de um passeio de família a Lisboa, para uma visita a preceito à capital.

Estava eu nestas considerações quando a Tia Vicência me interrompeu na sala para me perguntar o que queria para o almoço de domingo.

- Pensei num peixe, filho… mas é tão difícil arranjar peixinho de jeito aqui nas serranias… – lamuriava-se a Tia Vicência. Logo me veio à ideia o inacreditável episódio do salmão do Grão-Duque da Rússia, entalado no elevador da cozinha do 202 dos Campos Elísios, e sem querer, desatei a rir.

-Ai tu ris-te, filho? Fica sabendo que ainda vou arranjar um peixe de te deixar embasbacado! - e, virando as costas arreliada, a tia Vicência deixou-me a rir sozinho.

Resolvi então ir visitar meu amigo Jacinto em Tormes, para o convidar e à família a passar o domingo em Guiães. Ao passar o belo portão de ferro, já ouvia ao longe os gritos divertidos das crianças a brincar. E assim encontrei o príncipe da Grã-Ventura, debruçado no tanque da casa, para salvar do afogamento uma boneca de trapos.

-Ó Jacinto! Que preparos! – foi a minha saudação.

Quando se viu livre daquela trabalheira, Jacinto abraçou-me com vigor e alegria, ao mesmo tempo que replicou:

-Tu nem imaginas o que vem por aí! O Grilo veio trazer-me um telegrama de Paris, hoje de manhã. Vê tu que o Grão-Duque Casimiro, a Madame de Trèves e um escritor de nomeada que eu não conheço, vêm visitar Tormes! Não se conformam com a nossa ausência e acham que devem vir ver com os próprios olhos porque decidimos trocar a civilização de Paris por esta vida! Que grande acontecimento, ó Zé Fernandes!”

Logo nesse domingo, refastelados em Guiães, à mesa com um belo sável, começámos a preparar os detalhes do acontecimento. Joaninha, preocupada em causar boa impressão, pensava em mandar polir pratas e metais, enquanto Silvério e Melchior tratariam de limpar caminhos e muros. Agora é que as bagagens e as modernices de Paris, aqueles baús que nunca tinham sido abertos, teriam algum proveito e veriam a luz do sol.

Chegado o grande dia de Abril, chegava à Estação de Ermida o mesmíssimo comboio que cinco anos antes nos tinha trazido a Tormes, ao fim duma viagem atribulada. O sol brilhava quente, realçando o verde vibrante das vinhas e o cintilar dos riachos. Não estávamos na estação há meia hora quando chegou a comitiva esperada que, depois de longos e sentidos abraços, se encaminhou serra acima, de charretes e burros carregados de bagagens.

Casimiro da Rússia estava extasiado com a paisagem e mal conseguia fechar a boca de espanto, perante a grandiosidade do cenário. Madame de Trèves, estava deleitada com os manjares da quinta e com a simpatia das pessoas. Quanto ao escritor francês, um tal de Gustave Flaubert, rabiscava constantemente num caderno, por vezes, em lágrimas de puro contentamento pela fonte de inspiração que ali encontrara, longe do que tinha imaginado.

Assim se iniciou uma nova era em Tormes. Depois da chegada do meu Príncipe ao Douro e da sua conversão à Serra, depois de a esperança ter nascido em todos os seus habitantes, agora também os grandes e importantes de outros países estavam convencidos do seu poder. Sem dúvida que a Serra, a Natureza e a Pureza viviam em comunhão para seduzir quem aqui vinha. Era viver a sério e eu também queria ser feliz.

 

 

Guilherme Egídio Oliveira, Nº 12 – 5ºA (Côja)

 

A CIDADE E AS SERRAS

 

(MENÇÃO HONROSA)

 

Ora hoje, passados alguns anos, o meu velho amigo Jacinto decide ir visitar o seu requintado nº 202 dos Campos Elísios. Conta agora com a vantagem de poder fazer a viagem de automóvel, na companhia de sua esposa Joaninha e dos seus dois filhos, Teresinha e Jacintinho. Uma viagem sem mudanças nem atropelos, contrariamente ao que havia acontecido na sua viagem de regresso a Portugal.

Assim, passados dois dias e uma noite, chegam finalmente ao nº 202 dos Campos Elísios. Teresinha e Jacintinho estavam ansiosos por conhecer a sua casa bem como a “cidade das luzes”, de que o pai tanto lhe falara. Quando Jacinto volta a pisar os salões atapetados do seu palacete, sente por momentos saudades dos tempos em que aí viveu. Seus filhos ficam impressionados com o palácio em que o pai crescera e não param de fazer perguntas sobre a utilidade de tantas máquinas aí expostas.   

Joana, embora deslumbrada com toda aquela luxúria, faz questão de lembrar aos filhos a beleza e a simplicidade da aldeia de Tormes onde residem e explica que nunca iriam viver naquele palacete diariamente. Ao ouvi-la, Jacinto diz-lhe que nunca diga nunca. Para tentar mudar a opinião de Joana e mostrar aos seus filhos o quanto a cidade de Paris é bonita e cheia de vida, convida-os a conhecer alguns locais e monumentos aí existentes. Começou por lhes mostrar Notre Dame, de seguida atravessaram uma das inúmeras pontes do rio Sena, visitaram o Arco do Triunfo, a grandiosa Torre Eiffel, da qual puderam ter uma magnífica vista da cidade de Paris, passearam no Bairro de Mom- marte, onde puderam ver pintores a trabalhar nas suas telas e passearam ainda pelo Jardim das Tulherias.

Nestes agradáveis dias visitaram ainda o Museu do Louvre, onde apreciaram de perto as belas pinturas expostas, tal como a de Gioconda. Tiveram ainda o privilégio de conhecer o Palácio de Versalhes, com toda a sua riqueza, bem como os seus belos jardins.

Após um mês de tanta alegria e conhecimento, os dois filhos de Jacinto começaram a sentir saudades dos seus amigos que residem em Tormes e dos seus passeios pelo meio da verdura e sossego da Serra e pedem ao pai para voltar para Portugal. Após o regresso, Teresinha e Jacintinho ficam felizes por ver os seus amigos. Jacinto pergunta aos seus filhos e a Joana se gostaram de conhecer Paris ao que todos respondem que sim. Fazem então o acordo de voltar ao nº 202 dos Campos Elísios.

E assim é, quase em todas as férias voltam à terra Natal de seu pai.

 

Maria Rita Castanheira Rodrigues

5º B Nº 12 09/02/2011

 

Auto da Barca da Mentira

 

(MENÇÃO HONROSA)

 

Mas não fiquemos por aqui,

pois mais gente vem aí.

 

 

Diabo:

Entrai Senhor Doutor,

ilustre curandeiro, que o mal dos outros curais,

por interesse e por dinheiro.

 

 

Doutor:

Quem sois vós que ousais tratar-me assim?

Curei o Procurador, Corregedor, Fidalgo e até o Frade!

Perguntai-lhes a verdade e o que eles dizem de mim.

Vou ao outro barqueiro que de certeza tem melhor assento do que aí.

 

 

Anjo:

Alto aí! Tu, Doutor interesseiro, nesta barca não metes o traseiro,

pois os pobres não curaste e outros desprezaste.

Vai à outra barca que lá tens que baste.

 

 

Diabo:

Entrai Doutorzinho, que esta barca vai partir,

vinde, não vos deixeis cair.

 

 

Pobre:

Ó da barca! Para onde vais?

 

 

Anjo:

Vou para o paraíso e tu pudeis entrar,

porque passaste a vida a trabalhar,

enquanto outros te queriam roubar

e não tiveste o Frade para te ajudar,

nem o Doutor para te curar.

 

 

E assim termina o Auto da Barca da Mentira.

 

 

 

Autor: André Soares e Silva

5º E  Nº 1

publicado por Contador às 11:47
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O Banqueiro Anarquista

CONCURSO "QUEM CONTA UM CONTO ACRESCENTA UM PONTO"

 

O Banqueiro Anarquista

 

Depois de o poeta conhecer o Banqueiro Anarquista ficou impressionado e decidiu dedicar-lhe este poema:

 

O Banqueiro Anarquista

É um grande amigo da liberdade

E assim conquistou

Uma verdadeira sociedade.

 

O Banqueiro Anarquista

Não queria acreditar

Que umas pessoas mandassem

E outras tivessem que trabalhar.

 

Viver numa anarquia

Era viver numa sociedade

Onde ninguém dava ordens

Mas toda a gente se entendia.

 

O Banqueiro decidiu

No dinheiro mandar

Para deste modo

Poder descansar.

 

Mariana Dias Martins 5ºD Nº16

publicado por Contador às 11:45
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Amor de perdição

 

CONCURSO "QUEM CONTA UM CONTO, ACRESCENTA UM PONTO"

 

Amor de perdição

 

Rita acabou de contar a história quando se ouviu bater à porta. Emanuel foi abrir a porta e viu que era seu pai António e sua mãe Inês que vinha muito bonita.

António virou-se para seu filho Emanuel e disse-lhe:

- Tens um irmão!

- Onde é que ele está? Como se chama? Perguntou Emanuel espantado mas ao mesmo tempo entusiasmado.

- Está em Espanha com as amas. Vim para te levar para junto de nós para que possas conhecê-lo. Os irmãos devem crescer juntos.

Emanuel hesitou na resposta que deveria dar ao pai, pois tinha razões para ficar pouco contente com esta inesperada notícia. Por um lado, gostaria de ir com os pais, mas não tinha coragem de deixar a tia Rita, com quem já vivia há algum tempo e, em Vila Real estava Leonor, a mulher que povoava os seus sonhos todas as noites.

Para ganhar algum tempo e poder pensar melhor disse a seus pais que iria dar uma volta e conversariam depois sobre o assunto.

Vagueou por ruas, ruelas e becos e não conseguia tomar uma decisão sem que sentisse seu coração a palpitar tão ansiosamente. Estava definitivamente dividido sem saber que decisão tomar.

Quando regressou, comunicou à família e com algum receio confessou os seus motivos. Falou de Leonor, de como ela era linda, bondosa e interessante. Por fim, num acto de coragem, disse:

- Meu Pai, se tiver de ir para Espanha, imponho uma condição. Comigo levarei Leonor, se assim ela também quiser.

Manuel que conhecia bem estas coisas do amor, disse-lhe que fizesse o que o coração ditasse, deixando-o assim livre para tomar a decisão sem qualquer desconforto.

Levar Leonor para Espanha poderia não ser fácil, pois a sua família teria de aprovar. Ficar em Vila Real faria com que as saudades que sentia da sua família, aumentassem cada vez mais.

Então fez uma proposta aos pais que seria viver num sítio que ficasse perto de Vila Real e Orense, que é a cidade onde os pais vivem e que fica perto da fronteira. Pensaram então em Chaves, cidade transmontana que também fica perto da fronteira e não fica assim tão longe de Vila Real.

-Meu filho, tentaremos, então, conseguir cumprir os teus desejos - respondeu-lhe o pai numa atitude de inteira fraternidade.

Emanuel só poderia mesmo gostar muito de sua família e em especial do seu pai, pois nesta época a maioria dos pais eram bastante rigorosos e pouco compreensivos com os seus filhos. A face de Emanuel iluminou-se, fazendo transparecer a ansiedade e esperança de resolver este assunto.

Faltava só falar com Leonor e esperar que a sua decisão fosse do seu agrado.

Anos mais tarde… Emanuel brincava feliz com Simão e Rita, seus filhos. Deu-lhes estes nomes para que eles pudessem lembrar-se dos seus tios. Encontravam-se junto do Castelo, conquistado aos Mouros muitos séculos antes. Junto da muralha, olharam para as ruelas que levavam ao centro do povoado, quando viram Leonor que subia a ladeira de forma graciosa.

- É linda a vossa mãe, não é?...

 

 

Tomás Cruz 5º B nº 20

publicado por Contador às 11:41
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O Amor de Teresa e Simão

Concurso "QUEM CONTA UM CONTO, ACRESCENTA UM PONTO"

 

O amor de Teresa e Simão

 

                Nos tempos passados, eram os pais que escolhiam com quem haviam de casar os seus filhos.

                Os que tinham mais riqueza, não podiam casar com os pobres.

                O que aconteceu no amor entre Simão e Teresa não foi a riqueza que os separou, mas porque os pais de Teresa não gostavam dos pais de Simão. Teresa não amava outro homem como amava o Simão e por isso não quis casar com mais ninguém e preferiu ir para um convento.

                Quando o Simão embarcou para ser desterrado na Índia, viu o convento onde estava Teresa e ela na janela viu o barco onde partiu Simão. Teresa chorou com desgosto e tristeza, a pensar que nunca mais ia ver o amado. Simão chorava igualmente, a pensar que não mais veria Teresa.

                Mas…aconteceu que ainda em mar Português houve uma tempestade na qual o barco se virou e os tripulantes caíram ao mar. Entre eles estava Simão que, cheio de forças, conseguiu nadar até uma praia. Não sabe quanto tempo esteve desmaiado e sem forças, por falta de comer, mas houve um casal de namorados que por ali andava e o salvou.

                Depois de estar confortado, agradeceu ao casal por o terem ajudado e contou-lhes a situação dele quanto ao seu amor. O casal de namorados comoveu-se e foi levá-lo ao convento onde Teresa estava.

                A Teresa estava muito doente. Quando Simão apareceu no quarto onde ela estava isolada, deu-lhe um beijo. Ela abriu os olhos e logo melhorou.

                Passado algum tempo, eles, em segredo, foram para fora do país e casaram-se. Foram muito felizes e tiveram alguns filhos, aos quais contaram a sua história de amor.

 

 

 

Trabalho realizado por:

Inês Costa

Nº9 5ºB

publicado por Contador às 11:37
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

...

INÊS BRANDÃO Nº 9

RAQUEL QUARESMA Nº 23

8º D

 

publicado por Contador às 11:17
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

O Céu Dentro de Ti

O CÉU DENTRO DE TI

 

…pois é mesmo essa resteazinha de esperança, que te vai trazer força , força essa que te vai ajudar a escrever mais livros.

De repente a estrela desaparece a voar, deixando resteazinhas de brilhantes e não de esperança!

Muito engraçado!

O menino a pensar nestas palavras vai dar um passeio e nesse passeio encontra um cãozinho, sem abrigo, cheio de fome e de sede e também com frio.

O menino pegou no cão embrulhou-o no casaco e levou-o para sua casa.

Na sua casa ele dá-lhe comida, água e uma mantinha muito quentinha, para satisfazer o seu novo amigo.

Nisto tudo, o cão não podia ficar sem nome e então ele deu-lhe o nome de boobie!

O boobie foi crescendo e tornou-se uma fonte de inspiração para o seu dono.

Estes dois brincavam sem parar, e depois eram corridas festas e gargalhadas, saltos e muitas outras brincadeiras.

Todas as manhãs, quando o menino acordava, corria cá para fora para procurar o boobie para lhe dar a sua refeição e muitos miminhos!

Com o seu cãozinho, o menino escrevia a sua história cujo título era “amigos inseparáveis”, com o cão em cima das suas pernas, com as orelhas para cima e as patas a apoiar o focinho, a olhar para a estrela que lhe deu um conselho, o menino escrevia o seu livro.

Ele continuou a ouvi-la dizer o mesmo que a menina afirmava ouvir, que vinha dentro do seu coração: o céu está dentro de ti!

O céu está dentro de ti.

O céu está dentro de ti!

Os tempos vão passando.

E como se não se desse por isso já tinham passado 11 meses.

Isto fazia lembrar como o boobie estava quase a fazer anos.

Mas para sua aflição, o boobie estava doente e quando ele chegou lá de manhã o boobie tinha uma ferida enorme ao pé da pata de trás e que se alastrava a cada dia que passava.

O menino muito triste, pediu à estrela que o ajudasse mas como a estrela não o ajudou ele pensou logo que era o fim do seu fiel amigo.

Então ele pediu a tudo e mais alguma coisa, prometia que dava a vida pelo seu amigo, chorando lágrimas e dizendo:

- Ele consegue viver sem mim mas eu não consigo viver sem ele!

Mas o seu amigo morre!

O rapaz fica chocado e com uma enorme depressão.

Então o fim da história que ele escreve é:

-Um amigo como tu, não volto a encontrar e disso eu tenho a certeza!

-Mas os verdadeiros amigos ficam aqui no coração e por isso eu tenho a certeza que nunca te vou esquecer. Agora vais para o céu e aí, ele está dentro de ti.

Foi por isso que eu ouvia aquelas vozes que vinham dentro do meu coração:

- O céu está dentro de ti!

- O céu está dentro de ti!

Daí vinha a resteazinha de esperança e agora compreendi que tu é que eras a minha esperança, mas como tudo não vive para sempre eu continuarei a ter esperança e recordarei que hoje ainda existem amigos fiéis e que uma amizade nunca morre!

Este foi o final da história e como ele a escreveu assim, assim foi. Ele continuou a ter esperança e a recordar que os verdadeiros amigos nunca morrem, e escreveu mais livros e nesses livros recordou que a esperança, essa sim, é a última a morrer!

                                                                                                        

  Mónica Henriques, nº 20/Carla Rodrigues, nº 3                                                                                      8º D

 

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Sábado, 7 de Março de 2009

Reconto de fábula de La Fontaine

 O LEÃO E O RATO

        Um dia, um rato daninho saiu da sua toca atordoado, e foi cair nas garras de um leão. O leão, o rei da selva, deixou-o ir-se embora, ou porque tinha piedade do pobre rato, ou porque não estava com fome naquela altura. Mas esse acto de caridade foi muito bem pago pelo rato.

       Num certo dia, o leão entrou numa selva frondosa e caiu numa armadilha, numa rede enganosa, sem perceber tal traição. O leão, para sair dali, tentou de tudo: rugiu com toda a força, esforçou-se mas não conseguiu. Foi então que apareceu o rato que o veio ajudar. Roeu as redes da armadilha, uma por uma, com os seus dentes finos. Depois de muita paciência e trabalho o rato conseguiu tirar o leão das redes, pagando assim a sua divida.

Esta fábula transmite-nos duas lições de moral:

      O trabalho com paciência faz mais que a força, ou seja, "devagar se vai ao longe”;

    Devemos ser gratos, agradecidos, a quem nos faz bem.

André Vicente

6ºE

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Reconto da Fábula de La Fontaine

O leão e o rato

 

   Certo dia, ao sair da sua toca, um rato foi cair nas grandes garras de um leão, mas o rei das feras deixou-o ir em liberdade, pois tinha pena do rato e também não tinha fome. O pequeno rato ficou-lhe muito agradecido.

   Um dia, quando o leão ia a entrar numa grande selva cheia de folhas e ramos, foi agarrado por uma grande armadilha que estava armada no chão. O leão ficou apertado nas redes e para se libertar deu muitas voltas e soltou muitos rugidos, fez esforços mas nada o ajudou a libertar-se. O rato, ao ouvir aquele alarido, veio em auxílio do leão. Após ter chegado ao pé dele o rato começou a roer as cordas, até que consegui libertar o leão, pagando assim a dívida que tinha para com ele.

   Com isto, conclui-se que nem sempre se conseguem resolver todos os problemas com a força, mas sim com paciência e que devemos ser agradecidos a quem nos ajuda.

 

Fábio Dias Ricardo                 6ºE    Nº10

publicado por Contador às 14:43
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OFICINA DE LÍNGUA PORTUGUESA

 

UM CASTELO MÁGICO

 

Esta é uma paisagem de um castelo.

O castelo está rodeado de arbustos com flores coloridas e de várias cores, de um pequeno ribeiro e por trás tem uma bela paisagem de montanhas e serras verdes e castanhas.

O castelo é em tons de azul, com algumas pedras rosa, tem uma grande porta principal e várias janelas espalhadas por todo ele.

Tem três janelas principais, com cortinas azuis, laranja, verdes e outras  rosa.

Tem duas bandeiras amarelas no topo das torres mais altas; uma tem o mastro vermelho brilhante e a outra tem o mastro dourado e castanho brilhante. As nuvens claras e sombreadas vêem-se no fundo.

Numa das torres pode-se  ver as grades da janela das masmorras.

            Pode ver-se o sol por trás do castelo, um sol brilhante e iluminado, os seus raios espalham-se para cima e para os lados, como um polvo.

             E para terminar, a erva verde que rodeia o rio também brilha com tanta magia. O segredo para as coisas brilharem tanto, é o facto de haver magia misturada.

 

RAFAELA SILVA

6ºE

 

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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

...

 

 A gralha Entre Pavões
 
Era uma vez uma gralha que achou umas penas de pavão. Logo as vestiu e foi-se pôr ao pé dos pavões como se fosse um deles.
Um dos pavões reconheceu-a e acusou-a. Então os pavões saltaram-lhe em cima e, não só lhe arrancaram as penas do pavão, como também lhe arrancaram as dela.
A gralha, humilhada, voltou para junto das companheiras. Ora, elas, vendo-a assim, expulsaram-na dali.
Gralha, pobre gralha! Nua e humilhada, aprendeu uma grande lição:
“Não mexer nas coisas dos outros sem autorização.”
 

Rafaela Silva  6º E

 

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